Foi publicado recentemente na revista Ecotoxiclogy o artigo “Changes in metallothione in transcription levels in the mussel Mytilus galloprovincialis exposed to CdTe quantum dots” que têm como autores entre outros dois membros do CIMA M. J. Bebianno e Thiago Rocha. Os quantum dots são nanopartículas metálicas fluorescentes que têm um core de cádmio e que devido às suas propriedades ópticas têm várias aplicações biomédicas, industriais e comerciais. No entanto, o seu metabolismo e os processo de desintoxicação quando acumulados em invertebrados marinhos e os perigos que estas partículas podem ter para a saúde humana são ainda pouco conhecidos. O trabalho agora publicado avalia a acumulação destas nanopatículas em bivalves marinhos (o mexilhão) e confirma o papel relevante das metalotioninas e da transcrição dos genes MT10 e MT20 no processo de desintoxicação dos “quantum dots”, nanopartículas de Cd e telúrio, quando acumulados nos mexilhões